Teus dedos nus
Protegem-me desses sonhos crus
No meio dessa grande fauna homogênea
Teus lábios cálidos
Aquecem-me... Solitários
Em noites frias de céu azul
Teus braços brutos
Agarram-me como num dilúvio
Em lençóis brancos, suados, molhados...
E todo esse amor carente
Se esconde em sorrisos tímidos
E floresce em jardins ardentes
A tempestade arrebol que incendeia a floresta
Atinge toda a fauna
Enfurece todas as feras
Mas não há nada nessa natureza atroz
Que consiga destruir o elo entre nós
E, de escarlate, manchar nosso peito
As feras se encantam pela carne em nós
Todavia morrem todas sós
Envenenadas pela inveja dos sentimentos
Protegem-me desses sonhos crus
No meio dessa grande fauna homogênea
Teus lábios cálidos
Aquecem-me... Solitários
Em noites frias de céu azul
Teus braços brutos
Agarram-me como num dilúvio
Em lençóis brancos, suados, molhados...
E todo esse amor carente
Se esconde em sorrisos tímidos
E floresce em jardins ardentes
A tempestade arrebol que incendeia a floresta
Atinge toda a fauna
Enfurece todas as feras
Mas não há nada nessa natureza atroz
Que consiga destruir o elo entre nós
E, de escarlate, manchar nosso peito
As feras se encantam pela carne em nós
Todavia morrem todas sós
Envenenadas pela inveja dos sentimentos
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