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Natureza Selvagem

Teus dedos nus
Protegem-me desses sonhos crus
No meio dessa grande fauna homogênea

Teus lábios cálidos
Aquecem-me... Solitários
Em noites frias de céu azul

Teus braços brutos
Agarram-me como num dilúvio
Em lençóis brancos, suados, molhados...

E todo esse amor carente
Se esconde em sorrisos tímidos
E floresce em jardins ardentes

A tempestade arrebol que incendeia a floresta
Atinge toda a fauna
Enfurece todas as feras

Mas não há nada nessa natureza atroz
Que consiga destruir o elo entre nós
E, de escarlate, manchar nosso peito

As feras se encantam pela carne em nós
Todavia morrem todas sós
Envenenadas pela inveja dos sentimentos


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Uma solitária paulistana.

Quando paro para observar em volta, exito porém enlouqueço, essa solidão que me aflinge mostra-se tão necessária quanto o ar que respiro... Os fatos que tornaram-se mentira em meu conceito fundamentam a falta de carinho e meu desejo por aconchego; até mesmo um ateu, por força de expressão, quando sente-se aliviado grita "Graças a Deus!". Ele não nota o sentido daquilo que falou, é hábito e nada mais... Me pergunto se estar sozinha tenha se tornado o meu ditado popular. ♪ Músicas online grátis! Acesse: www.powermusics.com