Pular para o conteúdo principal

Correnteza

Incerteza insegura que aflinge o peito
Paulatinamente, a vulnerabilidade de seu corpo é tomada
O amanha é a tortura do hoje e o aconchego do ontem...

Queria acreditar, chorar, amar
Abraçar um carinho puro
Sentir o vento plácido dominar meus sentimentos

As despedidas que enfrento infinitamente
Cumprimentos desfeitos, pétalas avermelhadas
Fragilidade de momentos
Que sustentam um fundamento sem finalidade

O caráter estampado na foto da identidade
Esquecido pelo tempo corroido
Coercitivo nas cabeças encubadas

Queria aproveitar, sorrir, cantar
Doar doçuras da noite
Gozar nos cálidos braços da Lua

Que movimento impensado
Não há qualquer significado
Pergunto-me se vale a pena existir

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Natureza Selvagem

Teus dedos nus Protegem-me desses sonhos crus No meio dessa grande fauna homogênea Teus lábios cálidos Aquecem-me... Solitários Em noites frias de céu azul Teus braços brutos Agarram-me como num dilúvio Em lençóis brancos, suados, molhados... E todo esse amor carente Se esconde em sorrisos tímidos E floresce em jardins ardentes A tempestade arrebol que incendeia a floresta Atinge toda a fauna Enfurece todas as feras Mas não há nada nessa natureza atroz Que consiga destruir o elo entre nós E, de escarlate, manchar nosso peito As feras se encantam pela carne em nós Todavia morrem todas sós Envenenadas pela inveja dos sentimentos

Paisagem preferida

Teu tom dourado brilha meu olhar Me deixa tão sem jeito Rouba todo o meu ar O sol nasce com teu sorriso Manda embora todo o escuro omisso Tira meu coração do lugar Teu abraço levanta meus ancejos Todos os meus gritos ficam mudos Quando encontram com teu beijo Tu és o guardião dos meus planos Do mais bobo ao mais insano Paisagem preferida dos meus olhos castanhos

Uma solitária paulistana.

Quando paro para observar em volta, exito porém enlouqueço, essa solidão que me aflinge mostra-se tão necessária quanto o ar que respiro... Os fatos que tornaram-se mentira em meu conceito fundamentam a falta de carinho e meu desejo por aconchego; até mesmo um ateu, por força de expressão, quando sente-se aliviado grita "Graças a Deus!". Ele não nota o sentido daquilo que falou, é hábito e nada mais... Me pergunto se estar sozinha tenha se tornado o meu ditado popular. ♪ Músicas online grátis! Acesse: www.powermusics.com