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A morte da andorinha

Olhos longinquos que escondem apenas desejos
Momentos tristes que sorriram em desespero
Paulatinamente, chorei os sentimentos amaldiçoados pela noite

Soturna solidão que acredita no próprio medo
Suas mãos não cingiam minha palma de forma carente
O seu fitar era muito mais do que ardente
Maldito calor que calentou meu coração

Perdi-me na crença inexistente
De um amor que nunca existiu; em vão
Doei-me através das suplicas de uma apaixonada; coitada

Agora percebo todo meu pranto agitado
A maré vazia que me leva a um dom calado
Palavras frias escondem o escarlate da magia
Da utopia de beijos e abraços

Pensei que tudo aquilo me protegia
Mas, na verdade, rasgava-me em pedaços
Queria tanto pertencer aos seus pensamentos de menino apaixonado

Todavia sou apenas uma alma triste
Que sonhou somente estar ao seu lado
Meu erro foi pensar que o amor vivia;
Nunca esteve nesta nostalgia pejada...

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