E por coisas mínimas, a pessoa consegue trazer pensamentos que nos deixam tristes, relacionado aos seus atos que mostram o quanto ela já te substituiu. Não dá pra comparar um beijo na testa com a cegueira diante de fatos claros; é melhor não citar dinheiro nessa história, já que ele não existe para as futilidades "próximas", só para as futilidades alheias. É difícil ter que perder o seu porto-seguro duas vezes, um para a morte e outro para a vida. É fácil enxergar tudo como um exagero adolescente e se esquecer que essa fase já foi deixada para trás a muito tempo. O problema só se torna problema quando ele existe depois dos 30 e, enquanto não se chega lá, ficamos ofuscados pela poeira dessa longa estrada.
Teus dedos nus Protegem-me desses sonhos crus No meio dessa grande fauna homogênea Teus lábios cálidos Aquecem-me... Solitários Em noites frias de céu azul Teus braços brutos Agarram-me como num dilúvio Em lençóis brancos, suados, molhados... E todo esse amor carente Se esconde em sorrisos tímidos E floresce em jardins ardentes A tempestade arrebol que incendeia a floresta Atinge toda a fauna Enfurece todas as feras Mas não há nada nessa natureza atroz Que consiga destruir o elo entre nós E, de escarlate, manchar nosso peito As feras se encantam pela carne em nós Todavia morrem todas sós Envenenadas pela inveja dos sentimentos
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