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Doce essência

Mesmo com as correspondências da vida
O amor ainda é um sentimento difícil de se levar
A intrínseca dessa sensação palpita corações...
Solitários por natureza

Sua presença se oculta em sua ausência,
Na falta que seu sorriso cálido me faz
Seus abraços escondem-me da realidade grosseira
Meus olhos encharcados cingem seu peito calmo

Mesmo com as pétalas caídas
O rubro da rosa ainda é intenso demais
A brutalidade do vento levam sua cor embora
Junto as páginas da nossa história

Mesmo o gosto do seu ósculo estando longínquo
O amor não deixa de adoçar meus lábios nus
A intrínseca dessa sensação palpita corações...
Solitários por opção.

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Natureza Selvagem

Teus dedos nus Protegem-me desses sonhos crus No meio dessa grande fauna homogênea Teus lábios cálidos Aquecem-me... Solitários Em noites frias de céu azul Teus braços brutos Agarram-me como num dilúvio Em lençóis brancos, suados, molhados... E todo esse amor carente Se esconde em sorrisos tímidos E floresce em jardins ardentes A tempestade arrebol que incendeia a floresta Atinge toda a fauna Enfurece todas as feras Mas não há nada nessa natureza atroz Que consiga destruir o elo entre nós E, de escarlate, manchar nosso peito As feras se encantam pela carne em nós Todavia morrem todas sós Envenenadas pela inveja dos sentimentos

Paisagem preferida

Teu tom dourado brilha meu olhar Me deixa tão sem jeito Rouba todo o meu ar O sol nasce com teu sorriso Manda embora todo o escuro omisso Tira meu coração do lugar Teu abraço levanta meus ancejos Todos os meus gritos ficam mudos Quando encontram com teu beijo Tu és o guardião dos meus planos Do mais bobo ao mais insano Paisagem preferida dos meus olhos castanhos

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