Suplícios que trasladam o peito
O arrebol de um céu vivo
Está me matando aos poucos
Perdi as cores do arco-íris
A sombra foge, já cansada
O coração para, já cansado
E o suspiro não há mais
Pois já é o fim
Acreditou-se um dia, pouco tempo
Que as rosas escarlate não floresceriam
Mas isso passa por meus pulsos
A todo e qualquer momento
Sou um albatroz sozinho
Num mundo atroz, sem ninho
Abandonado pela migração do tempo
Que me levou todo o carinho
Sou albatroz sozinho
Cercado pelos espinhos vermelhos
Não há mais nenhum caminho
Que traga um sorriso, num corpo já esquecido
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