As mais belas flores de verão
Derramam suas pétalas paulatinamente
E seus admiradores olvidam seu perfume
Jogando-as fora, para que possam ir embora
De seu coração...
Não há mais jardins que floresçam por amor
A terra já não se lembra mais dos sorrisos
Tantas juras falsas empobreceram-na
Foram-se todas as suas riquezas
As sépalas, sensíveis ao vento
Já não mais aguentam
Tanta beleza aos prantos
A intrínseca dos soturnos suplícios
Apagam as cores, em meio ao tormento
Não há mais nenhum resquício
De bons sentimentos
Meu peito vazio dorme
Desesperadamente em silêncio
Na escuridão do meu solitário pensamento
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