Mar, namora comigo
Me afogue,
Me afague
Me de abrigo
Me trague
Me traga
Me faça ser vivo
Seu ser...
Seja meu
Seja seu
Eu tua serei
Nua sereia
Fantasia e areia.
Teus dedos nus Protegem-me desses sonhos crus No meio dessa grande fauna homogênea Teus lábios cálidos Aquecem-me... Solitários Em noites frias de céu azul Teus braços brutos Agarram-me como num dilúvio Em lençóis brancos, suados, molhados... E todo esse amor carente Se esconde em sorrisos tímidos E floresce em jardins ardentes A tempestade arrebol que incendeia a floresta Atinge toda a fauna Enfurece todas as feras Mas não há nada nessa natureza atroz Que consiga destruir o elo entre nós E, de escarlate, manchar nosso peito As feras se encantam pela carne em nós Todavia morrem todas sós Envenenadas pela inveja dos sentimentos
Comentários
Postar um comentário