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7 bilhões de solidões

Estamos conformados em ser a geração
Da indiferença e da insatisfação
Somos 7 bilhões em meio a solidão
Exaustos e em teimosia
Lutando pela auto afirmação 

No fundo estamos todos em agonia
Sorridentes e fingindo sereno, todavia
Há preocupação em estar em sintonia
Com a independência de qualquer nostalgia
Que leve o coração a acreditar em magia

Geração de aventureiros solitários
Tristes, fingindo serem solidário 
Quando na verdade, somos todos otários

Geração de mercenários 
Contentes, inconsequentes 
Não saímos do berçário 

Geração de carentes 
Fingindo plena demência 
Diante da compaixão 


Se era amor, já se foi. 

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Natureza Selvagem

Teus dedos nus Protegem-me desses sonhos crus No meio dessa grande fauna homogênea Teus lábios cálidos Aquecem-me... Solitários Em noites frias de céu azul Teus braços brutos Agarram-me como num dilúvio Em lençóis brancos, suados, molhados... E todo esse amor carente Se esconde em sorrisos tímidos E floresce em jardins ardentes A tempestade arrebol que incendeia a floresta Atinge toda a fauna Enfurece todas as feras Mas não há nada nessa natureza atroz Que consiga destruir o elo entre nós E, de escarlate, manchar nosso peito As feras se encantam pela carne em nós Todavia morrem todas sós Envenenadas pela inveja dos sentimentos

Paisagem preferida

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