Sou mulher, sou viva e estou de pé
Diante dos seus tapas, da sua calça arriada
Do preconceito dos seus ancestrais
Sou mulher, sou voz e sussurro meus gritos
Não sou fábrica de vidas vazias
Meu ventre é livre pra parir só se quiser
Sou mulher, sou escolha e decidi ser linda
De branco, amarelo ou de preto
36, 40, 42 ou 50
Com embaraço liso, enrolado ou crespa
Sou mulher, sou das cachoeiras ou igarapés
Meu corpo não é obra-prima, é obra minha
Ele dança, ele transa, trabalha e balança
No ritmo dos meus próprios pés
Sou mulher, sou sã, aquarela
Nasci da coragem de outra mulher
E não de uma simples costela
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