Pensei, quis, e com as unhas me enganei
Em tantos poemas meus pulsos choraram escarlate
E mais uma vez isso eu desejei
Que chorassem pela ultima vez
Dor solitária
Gritos mudos
E um rosto inchado
De tanto apanhar do mundo
O travesseiro está molhado, marcado
De tantas noites que sozinha chorei
E cá estou em desespero
Para que meus pulsos não chorem também
Com esses olhos doloridos
Enxergo sorrisos alheios
Que em mim nunca enxerguei
Com estas palavras tristes
Desabafo em silêncio, mais uma vez
Essa dor, toda ferida
Com estas palavras tristes
Tento enxugar a palidez
Já que não há mãos que façam isso
Pois não tenho a mais ninguém
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