Solitário coração
Perdido num frígido destino em desespero
O silêncio dos gritos de dor
Se escondem nas cicatrizes do tempo
O fitar soturno da lua
Recobre o anoitecer dos sentimentos
Que, em prantos, dormem cansados
Com o olhar tingido de arrebol pelo vento
Solitário orvalho
Dança a sua despedida em pele plácida
De mãos vazias vou-me embora
E, em meio ao escarlate, adormeço.
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