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21h12min

Você é minha pequena aventura
E com esse para-quedas, caio no desconhecido
Montanhas, florestas, trilhas, picos

Adrenalina que bombeia um escarlate de emoções
Dopa sentimentos vivos, confunde pensamentos sãos
Sua voz ao pé do ouvido ilude minha triste solidão

Você é minha grande aventura
Capaz de guiar-me por caminhos que neguei convicta
Por sua culpa, andei na contra-mão

E agora, menino? Como pousar com os pés no chão?
Sorriso dissimulado que me traga para o infinito
Braços brutos abrigam meu corpo nu

Es tu!
Que me afogaste nessa nostalgia aventureira
E me abandonaste nesse arrebol do verão

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Natureza Selvagem

Teus dedos nus Protegem-me desses sonhos crus No meio dessa grande fauna homogênea Teus lábios cálidos Aquecem-me... Solitários Em noites frias de céu azul Teus braços brutos Agarram-me como num dilúvio Em lençóis brancos, suados, molhados... E todo esse amor carente Se esconde em sorrisos tímidos E floresce em jardins ardentes A tempestade arrebol que incendeia a floresta Atinge toda a fauna Enfurece todas as feras Mas não há nada nessa natureza atroz Que consiga destruir o elo entre nós E, de escarlate, manchar nosso peito As feras se encantam pela carne em nós Todavia morrem todas sós Envenenadas pela inveja dos sentimentos

Paisagem preferida

Teu tom dourado brilha meu olhar Me deixa tão sem jeito Rouba todo o meu ar O sol nasce com teu sorriso Manda embora todo o escuro omisso Tira meu coração do lugar Teu abraço levanta meus ancejos Todos os meus gritos ficam mudos Quando encontram com teu beijo Tu és o guardião dos meus planos Do mais bobo ao mais insano Paisagem preferida dos meus olhos castanhos

Uma solitária paulistana.

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