Libertai-me do senso comum dessa sociedade hipócrita
Pois não quero vestir-me com a indumentária da ignorancia
Desejo liberdade e alguns sorrisos (poucos, até)
Porque meu pranto já foi demasiado rubro
Salvai-me da tristeza e da solidão desse mundo perdido
Não suporto mais o vácuo em meu coração
Desejo alegria e alguns amigos (poucos, até)
Porque meus pulsos já foram demasiado rubros
Deixai-me escolher os caminhos que seguirei
As decisões minhas, quero senti-las mais além
Desejo o desconhecido e alguma esperança (pouca, até)
Porque meus olhos ja foram demasiado rubros
Se, meu futuro, quero lembrar ou esquecer
Não importa a tu, a ele, a você
Desejo um presente aprazível, desejo viver (pouco, até)
Porque essa vida não me é sensível (tão soturna e invisível)
Estendei-me a mão, o corpo e a paixão
Pois o estro não me parece impuro, nem em vão
Desejo o prazer da noite e sua companhia (a de mais ninguém)
Porque hoje é você que existe, amanhã já não sei
E com as incertezas, paulatinamente prossigo
Pois conhecer é privilégio, é impossível
Não desejo prever nem determinar as regras que sigo
Porque a prisão é demasiado rubra
Uau!
ResponderExcluirQue belo poema você escreve muito bem!Parabéns!
De onde veio esta inspiração?
Você tem muito futuro como poeta ^^/
bjau!