Não sabemos dos futuros que virão
Se coisas boas ou ruins acontecerão
Simplesmente seguimos em frente
Como cegos em meio a multidão
As lágrimas e os sorrisos que nascem
Paulatinamente, caracterizam as sensações
Pergunto-me quando deixarei de ser essa folha reprimida
E não abraçarei mais os orvalhos que caem
Desisti de acreditar nas pessoas
Talvez isso faça-me alguém sem sociedade
Essa solidão que constantemente descrevo
Já ultrapassou minha própria realidade
A felicidade alheia me incomoda, confesso
Foram 365 dias de alegrias diversas;
Nenhuma me pertencia
Sou somente uma alma vazia
Minhas cicatrizes não importam mais
As infinitas marcas escarlates em meus pulsos foram reais
E eu, realmente, buscava minha paz
Entrelaço ambas as mãos tentando me enganar
Não existem dedos que me tragam harmonia
Não existe, em minhas palavras, o verbo amar
Serão mais 365 dias frios
Sem beijos e abraços para contar
E os amigos? Aaah... Os amigos
Um ou dois ainda restaram para um feliz ano novo desejar
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