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As duas faces

Nossos caminhos cruzam-se inevitavelmente
Pergunto-me se esta aventura durará dias, ou meses
Pois agora seguimos sonhos distintos, trocados pelas vontades
Mas buscamos, em meio a esse redemoinho, a mesma felicidade

Por que desmereço e me esqueço?
O medo é profundo demais para arriscar
Suas mãos jamais aconchegaram meu plácido rosto
Todavia a lembrança de seu doce sorriso afaga minha soturna alma solitária

Cansei de divertir os mortos, menino
Para afogar-me no tédio da mediocridade
Cansei de pensar nas pétalas caidas, menino
Para perder-me na infelicidade

Foi pouco tempo para amar, porém tempo demais para evitar.

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