Nostalgia que rompe meus pulsos ao acaso
Mancha o meu olhar com um soturno arrebol
Escurece os sorrisos de menina
Não há luz no fim dessa jornada
Cicatrizes machucadas denunciam a fuga
De um regime de amargura
Banhado em pranto frígido e pálido
Ignomínias das realidades da vida
Me transformam num ser abandonado
Perdeu-se as doces alegrias
Anestesia que rompe meus pulsos num estalo
O escarlate se espalha em minha roupa amarrotada
Que chora junto a mim
Relembrando um coração feliz e cálido
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