Pular para o conteúdo principal

Tinha uma pedra no meio do caminho


E quanto mais se implora por aconchego
Mais a solidão se instala
Não há amor que supere o longínquo
Nesse mar gélido de depressão

E quanto mais se quer ser amado
Mais o coração se navalha
Transformando as lágrimas
Num escarlate de fuga

E as pedras que haviam no caminho
Na verdade são o próprio caminho
Em personificação bem elaborada

Onde está o macho do ninho?
Está lá no caminho
Fingindo ser ladrilho

Essas asas quebradas
de fêmea machucada
Já não voam mais

E como animais, vemos o horizonte
Cheio de brilho e sorrisos vibrantes
Mas não passa de um lugar distante
Onde as pedras e os pássaros não irão alcançar

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Natureza Selvagem

Teus dedos nus Protegem-me desses sonhos crus No meio dessa grande fauna homogênea Teus lábios cálidos Aquecem-me... Solitários Em noites frias de céu azul Teus braços brutos Agarram-me como num dilúvio Em lençóis brancos, suados, molhados... E todo esse amor carente Se esconde em sorrisos tímidos E floresce em jardins ardentes A tempestade arrebol que incendeia a floresta Atinge toda a fauna Enfurece todas as feras Mas não há nada nessa natureza atroz Que consiga destruir o elo entre nós E, de escarlate, manchar nosso peito As feras se encantam pela carne em nós Todavia morrem todas sós Envenenadas pela inveja dos sentimentos

Paisagem preferida

Teu tom dourado brilha meu olhar Me deixa tão sem jeito Rouba todo o meu ar O sol nasce com teu sorriso Manda embora todo o escuro omisso Tira meu coração do lugar Teu abraço levanta meus ancejos Todos os meus gritos ficam mudos Quando encontram com teu beijo Tu és o guardião dos meus planos Do mais bobo ao mais insano Paisagem preferida dos meus olhos castanhos

Uma solitária paulistana.

Quando paro para observar em volta, exito porém enlouqueço, essa solidão que me aflinge mostra-se tão necessária quanto o ar que respiro... Os fatos que tornaram-se mentira em meu conceito fundamentam a falta de carinho e meu desejo por aconchego; até mesmo um ateu, por força de expressão, quando sente-se aliviado grita "Graças a Deus!". Ele não nota o sentido daquilo que falou, é hábito e nada mais... Me pergunto se estar sozinha tenha se tornado o meu ditado popular. ♪ Músicas online grátis! Acesse: www.powermusics.com