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Crônica Brasil


"Oh pátria amada, idolatrada, salve! Salve!"

Um país envelhecido, abandonado, que procura no passado os orgulhos já esquecidos. No futuro, quando se fala de pátria, ouvem-se só ruídos.
 Seu verde-azul, tão bonito, inusitado de riquezas. Não desperta a esperança, nem a crença de grandeza. Nos resta apenas a cobrança com a nobreza.
Um povo de diversos, todos hospitaleiros. Vêem nas fronteiras o bom apreço; em meio aos semelhantes só resta desprezo.
Pobre pátria, tão sozinha nessa imensidão, sua própria bandeira, uma antítese, mostra aversão. O frenesi da ditadura, com ela terminou,
Aquela vontade pejada de esperança foi efêmera.
O que o passado buscava que hoje nossos jovens não podem encontrar?
Misantropos, um pendatismo da pátria! Uma ilusão.
São nas sarjetas que se encontram os jovens em meio à diversão,
Quando o medo mostra as caras, de qualquer cornija eles saltarão.
Ah Brasil, até nossa independência foi uma ironia, o que no quadro foi retratado é apenas um agrado, que a nós, Pedro Américo ofereceu.
E nossa identidade? Portugal não nos deu.
Mas mesmo em meio a todas as adversidades, é Brasil.
Plácido que não desiste nunca!
A pátria espera pela cura, a luz ainda virá da nova geração.

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