Das palavras que tanto dissertei, nunca disse nada de valor
Letra por letra, julguei-me expressar o coração
E por fim percebi que nada foi dito pelas minhas mãos
Não me adiantará escrever, pois o dom do sentimento é algo inexplicável
A sociedade, tão insana, incerta e juíza de tudo aquilo que lhe mostra defeitos,
Possui enfim, uma das únicas razões
Ninguém sabe, na verdade, dizer e fazer tudo que lhe perturba
Não podemos parar de pensar, todavia tudo que pensamos nenhum sentido faz
Então para que horas perdidas em busca de um esconderijo ao sofrimento persistente?
Faltam-me palavras para falar agora o que deveria pensar da vida,
Seria pelo fato de que não sou nada para algo tentar exprimir
Vivo, sofro, faço como todos... Busco forças inúteis para continuar.
E prossigo nesta insistência sem nexo
Os traços da tristeza estão descritos na pele branca que me envolve.
Somos tão iguais quanto julgamos ser
Tal igualdade nos faz hipócritas e, ao contrário do que achamos
Não nos fornece direito algum sobre nada.
E como o mundo gira, retorno a incógnita de que,
As palavras que tanto dissertei, não tiveram um mínimo valor
Letra por letra, que julguei expressar meu coração
Por fim se tornou apenas uma ilusão.
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