Pular para o conteúdo principal

Fatos Oprimidos



Das palavras que tanto dissertei, nunca disse nada de valor
Letra por letra, julguei-me expressar o coração
E por fim percebi que nada foi dito pelas minhas mãos

Não me adiantará escrever, pois o dom do sentimento é algo inexplicável
A sociedade, tão insana, incerta e juíza de tudo aquilo que lhe mostra defeitos,
Possui enfim, uma das únicas razões

Ninguém sabe, na verdade, dizer e fazer tudo que lhe perturba
Não podemos parar de pensar, todavia tudo que pensamos nenhum sentido faz
Então para que horas perdidas em busca de um esconderijo ao sofrimento persistente?

Faltam-me palavras para falar agora o que deveria pensar da vida,
Seria pelo fato de que não sou nada para algo tentar exprimir
Vivo, sofro, faço como todos... Busco forças inúteis para continuar.
E prossigo nesta insistência sem nexo
Os traços da tristeza estão descritos na pele branca que me envolve.

Somos tão iguais quanto julgamos ser
Tal igualdade nos faz hipócritas e, ao contrário do que achamos
Não nos fornece direito algum sobre nada.

E como o mundo gira, retorno a incógnita de que,
As palavras que tanto dissertei, não tiveram um mínimo valor
Letra por letra, que julguei expressar meu coração
Por fim se tornou apenas uma ilusão.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Natureza Selvagem

Teus dedos nus Protegem-me desses sonhos crus No meio dessa grande fauna homogênea Teus lábios cálidos Aquecem-me... Solitários Em noites frias de céu azul Teus braços brutos Agarram-me como num dilúvio Em lençóis brancos, suados, molhados... E todo esse amor carente Se esconde em sorrisos tímidos E floresce em jardins ardentes A tempestade arrebol que incendeia a floresta Atinge toda a fauna Enfurece todas as feras Mas não há nada nessa natureza atroz Que consiga destruir o elo entre nós E, de escarlate, manchar nosso peito As feras se encantam pela carne em nós Todavia morrem todas sós Envenenadas pela inveja dos sentimentos

Paisagem preferida

Teu tom dourado brilha meu olhar Me deixa tão sem jeito Rouba todo o meu ar O sol nasce com teu sorriso Manda embora todo o escuro omisso Tira meu coração do lugar Teu abraço levanta meus ancejos Todos os meus gritos ficam mudos Quando encontram com teu beijo Tu és o guardião dos meus planos Do mais bobo ao mais insano Paisagem preferida dos meus olhos castanhos

Uma solitária paulistana.

Quando paro para observar em volta, exito porém enlouqueço, essa solidão que me aflinge mostra-se tão necessária quanto o ar que respiro... Os fatos que tornaram-se mentira em meu conceito fundamentam a falta de carinho e meu desejo por aconchego; até mesmo um ateu, por força de expressão, quando sente-se aliviado grita "Graças a Deus!". Ele não nota o sentido daquilo que falou, é hábito e nada mais... Me pergunto se estar sozinha tenha se tornado o meu ditado popular. ♪ Músicas online grátis! Acesse: www.powermusics.com