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Fantasie-Improptu

O crepúsculo daquela noite de inverno
Fechou-me os olhos, paulatinamente
A soturna expressão de meu rosto mostrava solidão

O rubro de meus pulsos já não era tão intenso
Subjetiva sensação dolorida de desespero
Estava viva em meu corpo; morta em meu coração

Na escuridão da primavera
Quando nossos dedos se entrelaçaram
Senti que não estava mais só

E agora, com essas palavras vazias
Busco mãos que me protejam
Subjetiva sensação que me fez perceber

Um paralelo de desejos vivos
Um poço de saudade, de prazer
Diante da realidade insípida, desprovida de lazer

Aquelas cabeças, lado a lado
Tenho nitidamente em minha mente
Todavia havia algumas que meus olhos aprisionaram

Fita-la-ia eternamente para te reconhecer
Embora já soubesse seu nome
Linda Fantasia, que liberta todo meu ser

Lutava junto a ela para nada te transformar
Numa estrela desse imenso céu
Um brilho morto e diluído

Não combina com seu doce sorriso
E te perder para um grande azul
É objetivo demais, temo acontecer

A aconchegante árvore que encosto
Aceita-me como seus braços naquele mágico momento
Suas folhas caem sobre meu pensamento

Como aqui as palavras surgem
E enquanto a luz a mantém viva
Transformando-se em drinque doce

Lembranças fazem-me sorrir
Transformando-se em uma triste paciência
Mas que fará bocas se unirem novamente.

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