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Uma tarde de chuva

A chuva invade minha inocente nudez
Uma tempestade de sensações... Raios e trovões!
Gota a gota se espalha intensamente

Minha pele cálida fez surgir o arco-íris
Paulatinamente, a janela começa a desembaçar
Passarinhos escondidos timidamente cantam para a imagem solar

A terra molhada espalha a fragrância da grama
O cheiro de suor de uma noite atormentada
Mescla-se impensadamente; o aroma da rosa é ocultado

Já pensaste tu, em correr abertamente?
De braços abertos ao vento
De sentimento aberto por um momento...

A água que cai derruba as folhas tristes
O orvalho é deliciado com carícias
O fruto nasce para adocicar a nova estação

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Natureza Selvagem

Teus dedos nus Protegem-me desses sonhos crus No meio dessa grande fauna homogênea Teus lábios cálidos Aquecem-me... Solitários Em noites frias de céu azul Teus braços brutos Agarram-me como num dilúvio Em lençóis brancos, suados, molhados... E todo esse amor carente Se esconde em sorrisos tímidos E floresce em jardins ardentes A tempestade arrebol que incendeia a floresta Atinge toda a fauna Enfurece todas as feras Mas não há nada nessa natureza atroz Que consiga destruir o elo entre nós E, de escarlate, manchar nosso peito As feras se encantam pela carne em nós Todavia morrem todas sós Envenenadas pela inveja dos sentimentos

Paisagem preferida

Teu tom dourado brilha meu olhar Me deixa tão sem jeito Rouba todo o meu ar O sol nasce com teu sorriso Manda embora todo o escuro omisso Tira meu coração do lugar Teu abraço levanta meus ancejos Todos os meus gritos ficam mudos Quando encontram com teu beijo Tu és o guardião dos meus planos Do mais bobo ao mais insano Paisagem preferida dos meus olhos castanhos

Uma solitária paulistana.

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