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Frio aconchego

Amor é tão ficticio como as palavras de um poeta
Poeta que dá significado àquilo que escreve

A muito tempo deixei de crer num sentimento tão obscuro
Todavia, jamais duvidei daquilo que transmito numa folha de papel

Enquanto meu corpo tenta seguir adiante sob essa chuva de verão
Meu coração segue só, assustado e escondido em meio seio

Amar não é algo que ilumina meu olhar
É uma sensação efêmera que te ilude até a lágrima se libertar

Mas a minha libertação é algo que aqui despejo
Através da junção de diferentes sentidos, me esqueço

Meu peito já não sente mais calor num abraço
Porém, num abraço, encontro aconchego

Meu pranto não foge de meus olhos por coisas passadas
Ele aparece para regar meus sentimentos

Pensamentos dispersos em diversas sensações me intrigam
No fim, não sei o que passa em minha cabeça

Já parou, algum dia, para pensar nas reações de um beijo?
Será que somente línguas cálidas são capazes de preencher sua carência?

Não sei, afinal, meu coração já não bate por apegos
Somente minhas palavras dão-me vida

Sinto falta de companhia, aconchego.

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