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Ventania

E essa liberdade de poder escolher meus próprios passos
É um dom que não desmereço
Pois o caminho pelo qual estou sendo guiado
Me leva a mundos internos: só há os meus desejos


E essa solidão que me liberta castiga-me inquietamente
A noite olho em volta e não vejo ninguém
O escuro me enrola como o triste lençol de solteiro


Mas o pranto que escorre não pede amor alheio
Existe um coração em mim que já deixou de crer
Em sentimento infeliz que não existe
Sentimentos infeliz que é procurado desesperadamente


O vento pode levar-me a qualquer destino
Já que não estou acompanhado por alguém
Ele é um ciumento menino que faz as frutas cairem do pé


Minha inocencia despejada num copo de vinho
O cigarro, todo gasto, suja o chão
Minha campainha tem melodia vazia
Não consigo olhar adiante, ficar de pé


Porque seguir adiante para quem está sozinho
É ir por onde quiser... Há diversos caminhos
Todavia voltar é proibido; ninguém te espera por lá.

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