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Lembranças numa noite de natal

As lembranças das balburdias da primavera
Consomem o interior do meu seio;
Chegou a hora de dizer adeus

Porque a despedida definitiva foi algo que escolhi
Retornar às origens inegáveis que me recebem levemente
Sensação nostálgica de um novo verão

Mas a última noite de pecado não me olvido
E de toda a multidão que surge diante de meus olhos
Levo comigo 2 ou 3 pessoas e alguns trocados no bolso

Nego-me em voltar de mãos vazias
E exito em esquecer das plácidas emoções 
Paulatinamente, descobri um mundo novo

A realidade de cicatrizes em meu pulso se foi
Posso prosseguir tranquila por um futuro sem passado
Que tornou-se possível por um presente final. 

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